Medicamentos, cirurgias, trabalhos corporais e psicológicos se destacam na busca da fonte da juventude. O objetivo é um só: retardar o envelhecimento. As pesquisas revelam que um elemento-chave da longevidade é o estilo de vida. Os geriatras e outros profissionais que trabalham com idosos saudáveis - acima de 75 anos - reconhecem que certos hábitos e características pessoais costumam estar associadas a uma longa sobrevivência:
 
1. Moderação: quem vive muito tem a moderação como um denominador comum na fase de sua vida, até mesmo na dieta, no trabalho e na atividade física.
2. Flexibilidade: os longevos têm uma flexibilidade psicológica que lhes garante a capacidade de dobrar mas não quebrar. Aceitam as mudanças evitando hábitos rígidos.
3. Desafio: os duradouros encaram desafios e não aceitam uma vida que se torna fácil demais. Mas, quando os desafios se tornam muito grandes, buscam alternativas.
4. Hábitos saudáveis: os longevos não se preocupam excessivamente com a saúde. Comem diversos alimentos, sem fazer restrições de tipos, mesmo os que contêm gordura. Não ficam obcecados em eliminar itens como o colesterol.
5. Relacionamento: os duradouros gostam das outras pessoas e de manter contatos contínuos com amigos e familiares.
6. Auto-imagem: os longevos conservam uma auto-imagem positiva reconhecem os efeitos da idade avançada e descobrem meios de se divertir em cada fase da vida. Eles se preparam para envelhecer com alegria.
7. Estilo de vida: os indivíduos ativos vivem intensamente cada momento da vida, não só a velhice. Evitam pessoas que os deprimem não perdem tempo com mau-humor ou depressão nem ficam imobilizados pensando no futuro. Participam de rotinas diárias que requerem envolvimento e encontram razão para ser social e fisicamente ativos.
A atividade física pode auxiliar nesse processo, pelo menos de duas maneiras: alterando diretamente a química cerebral, que é responsável em muitos casos por depressão, mau-humor, sentimento de culpa, ódio, e desviando a atenção, ao propiciar alegria e sensação de auto-satisfação que minimizam ou eliminam o comportamento de frustração e derrota.
8. Cuidado para não enferrujar!: o corpo humano pode ser comparado a uma máquina, pois necessita de combustível para funcionar, de revisão periódica, de ser colocado em movimento para não ‘enferrujar”.  Quando a máquina humana fica muito tempo inativa, sofre as conseqüências do sedentarismo corporal. Por outro lado, se é submetida a esforços excessivos, além das suas especificações, corre o risco de quebrar. Ambos  os extremos são prejudiciais: as pessoas totalmente sedentárias com o passar do tempo vão sentir no corpo os efeitos da falta de exercício, assim como os atletas e quem treina em demasia vão sofrer no corpo as conseqüências do excesso de  treinamento, principalmente  no sistema articular, mas também nos outros órgãos, no caso de ingestão de drogas estimulantes.
Fonte: Qualidade de Vida - Prof. Mauro Guiselini |